Vacina contra COVID-19: Você entraria na fila?

saúde durante a pandemia

Se você respondeu que sim, saiba que em uma pesquisa realizada no final de Maio, nos EUA pelo Washington Post e a NBC News apenas 43% dos entrevistados afirmaram que certamente se vacinariam.

No Brasil, sabemos que o movimento dos non-vaccers, ou antivacinas, não tem a mesma força. No entanto, a adesão a campanhas de vacinação está longe de ser ideal.

As taxas de vacinação de crianças brasileiras contra 17 doenças tão graves quanto a paralisia infantil atingiu, em 2017, os níveis mais baixos em muitos anos.

No caso específico do sarampo, a taxa de cobertura da tríplice viral em crianças baixou de 96%, em 2015, para 84% em 2017, permitindo o retorno da infecção ao país.

No consultório, quando solicito sorologias para as gestantes ou mulheres que pretendem engravidar, vejo que muitas não estão adequadamente protegidas. Os motivos são múltiplos: falta de tempo; percepção enganosa de que as doenças não apresentam mais risco; medo de efeitos adversos das vacinas; falta de um registro único de saúde.

E agora me responda: Como anda sua caderneta de vacinação? Você só se preocupa com isso quando faz uma viagem, leva as crianças ao pediatra ou os jornais noticiam alguma epidemia?

Sim, precisamos logo da vacina contra o corona vírus, mas essa campanha só será efetiva quando a maioria for consciente da importância das vacinas, de forma ampla. Quando compreendermos que é uma das exigências para vivermos seguros em sociedade.

E agora, sabendo de tudo isso, sua opinião mudou? Você entraria na fila para se vacinar?

Diana Vanni – CRM 100677

• Formada em Microbiologia e Imunologia pela McGill University, Montreal, Canadá

• Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

• Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, adquirido por meio de prova organizada pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

• Atuacão nos grupos de oncologia ginecológica (2003 a 2008) e cirurgia ginecológica minimamente invasiva (desde 2009) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Atendimento em vários hospitais referência, como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hospital São Luiz, Hospital e Maternidade Pró-Matre Paulista.

• Fluente em Francês e Inglês.