Não quero menstruar

GINECOLOGIA

Foi-se o tempo em que as mulheres esperavam de seus métodos contraceptivos apenas que evitassem a gravidez.

Se para muitas o planejamento familiar ainda é o foco principal, um número cada vez maior de mulheres procura a orientação do ginecologista pelos benefícios chamados extra-contraceptivos. E para aquelas que sofrem mensalmente com cólicas, sangramento abundante, TPM, dor de cabeça, não menstruar passou a ser uma alternativa cada vez mais aceita pelos médicos.

Afinal, sabemos que o sangramento que ocorre na pausa da pílula, por exemple, pouco tem a ver com aquela menstruação que aprendemos na escola: a descamação do endométrio ao final de um ciclo em que o óvulo não é fecundado.

Trata-se apenas de uma sangramento “artificial” , trazido pela pausa no hormônio.

Existem vários métodos que podem ser usados para não menstruar. A escolha depende das características da paciente, assim como de eventuais doenças e contraindicações, necessitando portanto do auxílio de um médico. Os métodos abaixo são todos reversíveis, podendo ser usados por mulheres que desejam engravidar no futuro, assim como por aquelas que já tiveram seus filhos. Vale lembrar que a taxa de amenorreia, ou ausência de menstruação, está longe de 100% para todos eles. Ou seja, se na teoria ficar sem menstruar parece uma ótima ideia, na prática nem sempre é fácil de conseguir. O resultado pode ser uma certa imprevisibilidade no sangramento.

• pílula de progesterona apenas: feita para ser usada de forma continua; causa ausência de menstruação em pouco menos de 50% das pacientes

• pílula combinada convencional: para ser usada sem pausa, pode ser necessário haver ajuste da dose

• anel vaginal: inserido pela paciente por via vaginal, normalmente é usado por 21 dias, seguidos de 7 dias de pausa. Pode ser usado de forma continua por até 3 anéis consecutivos.

• adesivo: normalmente é trocado semanalmente por 3 semanas, ou 21 dias, período após o qual há uma semana de descanso. Pode ser usado sem essa pausa.

• injeção trimestral: injeção intramuscular; pode causar ganho de peso e perda de massa óssea

• implante: é colocado no braço; tem validade de 3 anos. Sangramentos irregulares são frequentes.

• DIU com hormônio (Mirena): tem duração de cinco anos. Muito usado pela praticidade. Algumas mulheres ficam sem menstruar, outras têm apenas um fluxo menor.

Diana Vanni – CRM 100677

• Formada em Microbiologia e Imunologia pela McGill University, Montreal, Canadá

• Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

• Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, adquirido por meio de prova organizada pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

• Atuacão nos grupos de oncologia ginecológica (2003 a 2008) e cirurgia ginecológica minimamente invasiva (desde 2009) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Atendimento em vários hospitais referência, como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hospital São Luiz, Hospital e Maternidade Pró-Matre Paulista.

• Fluente em Francês e Inglês.