O que é um grupo de risco? O que significa pertencer a um grupo de risco?

SAÚDE DURANTE A PANDEMIA

Medicina é pura estatística.

Conhecemos o comportamento de determinada doença após coletar uma enorme quantidade de dados sobre a mesma e testar hipóteses usando modelos matemáticos.

Por isso pedimos mamografia para mulheres de mais de 40 anos, vacinamos para a gripe e prescrevemos Oseltamivir aos recém nascidos, idosos e gestantes, pesquisamos endometriose em mulheres inférteis, solicitamos colonoscopia a partir dos 50 anos.

Muitas doenças acometem preferencialmente um grupo determinado de pessoas.

Determinados grupos de pessoas têm uma chance maior ou menor de se curar de determinadas doenças que podem acometer a todos.

Pertencer a um grupo de risco não é uma sentença de morte.

Mulheres com mais de 35 anos possuem um risco maior do que a população geral de terem um bebê com síndrome de Down, mas a chance é muito maior delas terem um bebê saudável.

Em grupos de risco concentramos alguns esforços de diagnóstico e tratamento, porque faz mais sentido aplicar esses recursos (finitos!) nessa população do que na população geral.

Recém-nascidos, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas são classicamente inseridos em grupos de risco para doenças infecciosas, ou por terem realmente maior risco de complicações, ou simplesmente porque qualquer tratamento ou internação nesses grupos é, de partida, revestido de maior complexidade.

Por outro lado, não pertencer a um grupo de risco não é, por si só, uma garantia de não adoecer. E aí sim os exemplos (as exceções que confirmam as regras) viralizam nas redes sociais.

Onde eu quero chegar com tudo isso?

Sempre haverá exemplos nos dois extremos.

O jovem de 35 anos que morreu de câncer de intestino ou COVID-19.  A Sra. de 99 anos que caiu de um prédio de 3 andares ou pegou COVID 19 e sequer precisou ficar internada.

O que mostra que os grupos de riscos são muito mais úteis na determinação de políticas de saúde do que na tomada de decisões sobre indivíduos.

Diana Vanni – CRM 100677

• Formada em Microbiologia e Imunologia pela McGill University, Montreal, Canadá

• Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

• Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, adquirido por meio de prova organizada pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

• Atuacão nos grupos de oncologia ginecológica (2003 a 2008) e cirurgia ginecológica minimamente invasiva (desde 2009) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Atendimento em vários hospitais referência, como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hospital São Luiz, Hospital e Maternidade Pró-Matre Paulista.

• Fluente em Francês e Inglês.