Creches, babás e escolinhas na pandemia?

SAÚDE DURANTE A PANDEMIA

Creches, babás e escolinhas na pandemia: quando e como? Essa tem sido uma pergunta frequente dos casais.

O ideal seria que, mesmo após o término das medidas de restrição de circulação de pessoas, ficássemos todos em casa o máximo possível até a pandemia passar e/ou termos uma vacina.

Mas isso não é possível para todos.

Muitas pessoas que trabalham em áreas consideradas essenciais continuam trabalhando fora normalmente, só que sem poder contar com qualquer tipo de ajuda no cuidado com as crianças. Os idosos pertencem ao grupo de risco, então recorrer aos avós levanta alguns dilemas. A ida e vinda de baby-sitters e babás vai contra o #fique em casa, pois aumenta a circulação de pessoas e coloca duas casas em risco, além dos usuários de transporte público. As escolinhas e creches estão fechadas, e quando reabrirem teremos que lidar com a questão do grau de segurança sanitária que elas serão capazes de oferecer.

E mesmo quem está trabalhando de casa enfrenta enormes dificuldades. Crianças grandes têm demandas relacionadas ao ensino à distância. Bebês e crianças pequenas são….bem…..bebês e crianças pequenas.

O fato é que muitos casais que estão trabalhando normalmente (ou em alguns casos muito mais do que quando trabalhavam fisicamente nas empresas) terão, em algum momento, que fazer algumas escolhas.

Sim, escolhas. Não existe alternativa 100% isenta de risco.

E essas escolhas dependerão, principalmente, da abertura de cada família ao risco, da necessidade real de ajuda no cuidado das crianças relacionada ao trabalho, da presença de pessoas do grupo de risco na moradia, do quadro da pandemia no município de residência, e por fim, da orientação das autoridades sanitárias na região.

Sugiro que leiam o artigo do New York Times sobre o tema que compartilhei abaixo. Apesar dos momentos terríveis que estão vivendo, os moradores de NY estão começando a pensar nos próximos passos. E pensam de maneira pragmática. Vale a leitura e a reflexão, sempre levando em consideração que a capacidade de testar a população para COVID-19 nos EUA está em outro patamar. E isso não mudará facilmente, pois depende de equipamentos usados geralmente em pesquisa dos quais dispomos em quantidade muito menor.

No momento, para quem mora e São Paulo, não há dúvida. Se você não trabalha em uma área considerada essencial, se seu trabalho é factível à distância, fique em casa enquanto puder.  E deixe que todos fiquem, na medida do possível. Estamos vivendo momentos críticos, e nossas autoridades sanitárias estão pedindo a ajuda de cada um de nós para tentarmos reverter essa situação. Quando mais raça dermos agora mais rápido poderemos pensar nas próximas fases.

Muitos brasileiros dependem do trabalho do dia para comer à noite. Então não estou aqui para emitir qualquer tipo de julgamento de valor. Cada um contribui para o esforço coletivo de combate à pandemia na medida de suas possibilidades e consciência.

Fiquem bem.

Diana Vanni – CRM 100677

• Formada em Microbiologia e Imunologia pela McGill University, Montreal, Canadá

• Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

• Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, adquirido por meio de prova organizada pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

• Atuacão nos grupos de oncologia ginecológica (2003 a 2008) e cirurgia ginecológica minimamente invasiva (desde 2009) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

• Atendimento em vários hospitais referência, como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hospital São Luiz, Hospital e Maternidade Pró-Matre Paulista.

• Fluente em Francês e Inglês.